• Angela Cristina Ribeiro – Psicóloga - CRP06/74640

Simplesmente um olhar – Drogadição

Atualizado: 25 de Nov de 2020


A palavra estigma significa a marca/cicatriz o que, normalmente, identifica um indivíduo como diferente; já o estigma social, por sua vez, identifica um grupo, identificando-o como desigual, aquele que foge aos nossos padrões culturais; assim são estigmatizados os homossexuais, os negros, pessoas portadoras de transtornos mentais e os dependentes químicos.

Em tempos em que as informações circulam rapidamente somos invadidos por notícias que, normalmente, se referem aos dependentes químicos; sejam os usuários de drogas lícitas como o álcool ou ilícitas como a maconha, a cocaína e o crack; como trombadinhas, perigosos e agressivos.

O estigma se perpetra a partir das notícias midiáticas, que nos envolve fazendo com que acreditemos que qualquer pessoa usuário de drogas tenha que ser isolada e mereça, indubitavelmente, nossa indiferença e desprezo.

Sim; a agressividade é existe entre pessoas que sofrem do transtorno mental de dependência química. Quase todos já ouvimos histórias de homens que sobre o efeito de álcool agridem suas esposas e filhos; também filhos que sobre o efeito do uso de drogas agridem seus pais; comportamentos esses aumentam nossa indiferença fazendo-nos desejar que o indivíduo se mantenha longe de nós.

Frente a este quadro é importante salientar que a dependência química, atualmente é considerada doença; transtorno mental; de tratamento difícil; longe de querer tornar a agressividade algo aceitável; mas de promover o entendimento de que para um individuo doente; oferecemos tratamento e não aversão.

É exequível, pensar a questão do estigma social vivenciado pelo drogadicto e alcoolista, porque parte fundamental no tratamento é o resgate da autoestima. A pergunta é como resgatar autoestima quando o olhar de uma sociedade inteira é de indiferença, quando todos que o olham não creem? Percebe a importância da mudança do seu olhar.

Assim, pensar o tratamento do transtorno mental da dependência química, também envolve a transformação do olhar estigmatizante, que fere reforçando a condição do outro.

A transformação abrange a circulação da informação real, do conhecimento das causas, sintomas e tratamentos que são necessários para o enfretamento da doença e não a crença em informações da mídia que circulam sem fundamentação científica, então, para não ser um reforçador, busque.

Angela Cristina Ribeiro CRP 06/74640 Psicóloga; Analista Junguiana e Terapeuta Comunitária

#Mudar #Ultrapassar #drogas #estigmasocial

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