• Angela Cristina Ribeiro – Psicóloga - CRP06/74640

Suicídio o último estágio da dor

Atualizado: 25 de Nov de 2020


É indigesto falar sobre suicídio, por isso a importância de um mês como o “Setembro Amarelo” para tratarmos do assunto.

Infelizmente o Brasil expõe índices alarmantes no quadro da Saúde Mental, segundo dados da OMS (Organização Mundial de Saúde) o Brasil é o primeiro no ranking em diagnóstico de ansiedade; o quarto maior número de suicídios e o quinto em quadros depressivos.

Mais alarmante, ainda é pensar que a cada 100 suicídios, 90 poderiam ser evitados caso as pessoas recebem acompanhamento adequado que em suma maioria envolve tratamentos psicológico e psiquiátrico. Então vamos lá...conhecer algumas questões que cercam este problema.

Primeiramente é importante saber que os pensamentos de suicídio surgem em sua maioria possivelmente de algum transtorno concomitante que o sujeito já deveras vivenciava, alguns deles são:

  • Depressão

  • Dependência química

  • Transtorno Bipolar

  • Ansiedade

  • Esquizofrenia

  • Situações de solidão, remorso, culpa e outros.

Estes transtornos podem gerar sintomas como: isolamento social, tristeza profunda, choro repentino, insônia ou hipersonia, dificuldades alimentares, angustia, perda da capacidade de sentir prazer em atividades antes prazerosas, agressividade, irritabilidade e outros, o acumulo e a vivencia destes sintomas levam o individuo pensar que a morte é a solução para sua imensa dor.

Quando envolta por estes sintomas buscando solução para suas questões a pessoa que começa a ter ideação suicida, nos dá alguns sinais e se faz importante a percepção destes sinais para que haja possibilidade de intervenção; são eles:

  • Falas frequentes de morte como “vou desistir”, “nada dá certo em minha vida”, “morrer é a solução”; o discurso sempre carregado de negatividade. Portanto ao contrário do que pensamos, quando dizemos “quem quer se matar, se mata e não avisa”; avisa sim.

  • Indivíduos já decididos à tentativa de suicídio podem desfazer-se de objetos, despedir-se de alguma forma de pessoas ou lugares que consideram importantes.

  • Apresentam tranquilidade repentina; pois encontraram solução para a dor, a morte.

Diante de situações como estas, temos que saber como intervir. Qual a melhor forma de ajudar?

Escutar, se alguém falar como você sobre sua dor, não tente palavras ou soluções mágicas, palavras como, “você tem que ser forte”, “seja mais positivo” não costumam ajudar, se coloque em prontidão, “estou aqui para te ouvir”, “estou ao seu lado”.

Acolha, tenha paciência e seja empático, tente se aproximar da dor dele e ofereça ajuda profissional que normalmente são os acompanhamentos psicológicos e psiquiátricos.

Angela Cristina Ribeiro – CRP06/74640, Psicóloga, Terapeuta Comunitária eAnalista Junguiana.

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